 |
|
|
Lua de Mel - Castro / Dalcahue "O GRANDE MICO DA VIAGEM"
23/10
Levantamos na Hosteria Castro, tomamos café com aquela vista maravilhosa e fizemos check-out com o coração partido por ter que ir embora. Quando estávamos saindo da cidade, bem em frente aos palafitos perguntei pro Tchu: - Será que vamos demorar muito para voltar à Castro? Ele disse, acho que alguns anos.... era o que pensávamos mas não foi o que aconteceu!
Saímos pela estrada a procura da placa para Dalcahue, uma outra cidadezinha onde visitaríamos mais uma igreja do patrimônio nacional..... como já tinham nos dito que muitas das estradas da ilha eram de terra, ao avistar a placa para Dalcahue, entramos sem medo pela trilha…. Avistamos uma placa com os dizeres “Camino cortado”… ficamos sem saber o que realmente significava… achamos que era caminho sem saída mas resolvemos ir assim mesmo para conferir, afinal tínhamos certeza que aquele era o caminho certo. Fomos até o final e descobrimos que camino cortado era mesmo o que dizia CAMINHO CORTADO…. a ponte estava quebrada e não tínhamos como atravessar… voltamos com o carro e na subida o desastre, o carro atolou e não tinha como subir e pior, não podíamos sair do carro pois tinha um cachorro enorme latindo lá for a… que pavor!
Esperamos o cachorro se acalmar e saímos para procurar ajuda. Fechamos o carro mas não nos preocupamos em levar nada. Andamos e encontramos um senhor, o Tchu disse em espanhol o que nos havia acontecido (imaginem explicar que o carro atolou em espanhol… ainda bem que o Tchu fala bem), o homem disse que precisaríamos de um carro com tração nas 4 rodas e que talvez na cidade poderíamos encontrar um (gente, a cidade era Castro, para onde pensamos que voltaríamos somente em alguns anos).
Descemos até a bifurcação e encontramos um táxi…. Pedimos para nos levar até a cidade e qual não foi nossa surpresa quando no caminho ele parou 2 vezes para pegar passageiros… na ilha não existe ônibus e as pessoas dividem os táxis, esquisitíssimo. O táxi nos deixou num guincho que se recusou a nos ajudar pois não tinha tração e teve medo de ficar atolado também. Mas ele foi legal e nos levou até a cidade para conseguir ajuda. Nos deixou num posto de gasolina, tinha um caminhão que poderia nos ajudar, mas também se recusou pois estava atrasado. Nos mandaram para a rodoviária pois lá poderíamos encontrar alguma ajuda... e lá nada.... comecei a ficar nervosa.... fomos nos bombeiros vocês acreditam? E o pior, estava fechado.... aí nessa hora bateu o desespero... comecei a lembrar que deixamos absolutamente tudo dentro do carro... o Tchu estava com a carteira, 1 documento e alguns pesos mas todos os dólares, nossos passaportes, passagens, roupa estavam no carro e pior, em cima do banco traseiro!!!!
Fomos no carabineiro (que é a polícia do Chile) e mais uma vez contamos a história... tinha um policial na sala em frente da que estávamos ouvindo o relato quando me viu chorar, acho que ele entendeu nosso desespero mas disse que não tinha como nos ajudar pois também não tinham o carro. Nos indicou outro lugar, desta vez uma mecânica, disse que poderiam nos ajudar lá mas do contrário, se voltássemos a procurar os carabineiros eles nos ajudariam de alguma forma, nem que fosse para buscar nossas coisas no carro e depois acionar a locadora para vir guinchar o carro.
Seguimos para a mecânica (a pé, aliás todos os lugares acima relatados fizemos a pé). Chegamos e o Tchu quase implorou pelo amor de Deus para que nos ajudassem e eu chorando... ele disse que tinha o carro, mas precisava sair para um serviço antes, se quiséssemos esperar ele nos ajudaria na volta, como não tínhamos escolha resolvemos esperar.
1 hora, 2 horas e nada do cara voltar... a minha preocupação começou a ir embora porque pensei, se tinham que levar nossas coisas agora já levaram...mas o Tchu começou a ficar nervoso pois só ali lembrou de todo o dinheiro que estava no carro. E o frio? De cortar e nós ali esperando. Já estávamos quase desistindo, o Tchu foi falar com o dono da mecânica e ele insistiu para que esperássemos um pouco mais pois na volta do carro eles teriam que sair novamente e não poderia mais nos ajudar... resolvemos esperar...mais 2 horas depois o carro aponta na esquina, nosso coração quase saiu para fora da boca. Fomos até o local e entendemos porque o caro atolou...nós nos confundimos com as placas e pegamos o caminho errado para Dalcahue...gente, o caminho certo era totalmente asfaltado e nós ali naquele sufoco.
Que alegria quando chegamos no carro e ele estava lá, intocado, com todas as nossas coisas dentro. O mecânico amarrou a corda e em menos de 1 minuto guinchou o carro para fora do buraco, tão rápido e simples e demoramos quase 4 horas para conseguir isso. Tiramos uma foto do carro sendo guinchado para nunca mais esquecer essa história tragicômica. Agradecemos, pagamos o mecânico e finalmente fomos para Dalcahue... visitamos a tão esperada igreja (também completamente de madeira) mas ficamos muito tristes por não ter mais tempo param ver outras por causa do tempo perdido, ainda tínhamos muita estrada pela frente. Agradecemos a Deus por ter nos protegido do perigo ali tão longe de casa.
Fomos até Ancud, a última cidade da ilha onde pegaríamos a balsa. Paramos para almoçar num restaurante simples, mas foi o melhor. Comemos um salmão tão saboroso que até hoje dá água na boca de lembrar.
Ainda passamos pelo forte de Ancud antes de pegar a balsa e depois a estrada para Puertto Varas, onde ficaríamos alguns dias.
Beijos,
Van
Escrito por Vanessa às 16:53
[ ]
|
Lua de Mel - Isla de Chiloé / Castro
22/10
Desembarcamos no aeroporto de Puerto Montt e pudemos sentir o frio pela primeira vez. Até então em Santiago a média era de 25 graus. Chovia muito (aliás nessa região chove sem parar), pegamos o carro de aluguel e fomos direto para Isla de Chiloé, uma ilha bem ao sul do Chile...o lugar mais ao sul do mundo que já fomos. Já na estrada pudemos sentir a diferença da cidade, muito verde, muita praguinha amarela (esse foi o nome que o Tchu deu para as flores amarelas que tinham em todo lugar no sul) e as casinhas lindas, de madeira. Chegamos na ilha depois de quase 2 horas de viagem e pegamos a balsa. Depois ainda viajamos mais 1 hora e meia para chegar em Castro, centro da ilha. Me senti no interior, tudo calmo, tranquilo.
Vou contar sobre Castro, um dos lugares mais facinantes que fomos.
O tempo: Chove e abre um sol lindo de 10 em 10 minutos. Achamos esquisitíssimo mas acostumamos logo com o clima. O frio é de cortar...um ventinho gelado e nós encapotados de casado, luvas e toca!
A cidade: pequena, uma praça, uma igreja, um cemitério e o comércio em volta e o braço do mar invadindo a ilha dava um charme especial a cidade. Nunca vimos agua tão azul!
História: A ilha é conhecida pelas igrejas que são patrimonio da humanidade, algumas com mais de 400 anos, todas feitas de madeira por dentro e por fora, madeira é a atividade principal da ilha. As igrejas são fantásticas, grandes, imponentes e todas com a mesma arquitetura. E por incrível que pareça, depois de tantos anos, a madeira continua intacta. Também na ilha em os famosos Palafitos, são casas feitas de madeira com estrutura de madeira que as sustentam na beira do braço do mar. Quando é época de cheia a agua chega na porta das casas. As casas são coloridas, cada uma de uma cor e viraram cartão postal da cidade. Na verdade essas são casas de pessoas muito pobres, que para deixar suas casas um pouco mais bonitinhas, pintavam-nas com as tintas que fossem mais baratas, por isso são tão coloridas.
O hotel: Ficamos na hosteria Castro, um hotel quase tão velho como a ilha (mas era o melhor da cidade). O quarto era bem simples, o banheiros bem velho, a decoração mais que ultrapassada mas a vista era tão espetacular que compensava. Ficamos horas sentados na sala do hotel com uma janela enorme a nossa frente olhando o mar, os pássaros, os barquinhos passando ao fundo, a chuva, o sol... uma paz!!! Muito romântico.
Jantamos no hotel (peixe mais uma vez), era o melhor restaurante da cidade, e era mesmo, mesas bem posta, uma musiquinha boa de fundo, a comida deliciosa acompanhada de um bom vinho.
Saímos para dar uma volta na praça de sobretudo, cachecol, tudo o que conseguimos vestir, fazia muito frio. Não tinha uma alma viva na cidade.
Voltamos para descansar e terminar de fazer a ilha no outro dia!
beijinhos,
Vanessa
Escrito por Vanessa às 08:36
[ ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |